“O mestrado é como uma corrida de 100 metros: é um tiro rápido, em que cada passo conta para alcançar o resultado final". 

Pedro Palotti é Especialista em Políticas Públicas e Gestão governamental Ministério da Economia, atualmente em exercício descentralizado no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). É professor do Mestrado Profissional de Governança e Desenvolvimento da Enap desde 2018. Leciona as disciplinas de Metodologia de Pesquisa e Coordenação Governamental. Sua formação é em administração pública, com mestrado e doutorado em Ciência Política.

Veja as dicas do professor para quem está pensando ou já decidiu ingressar nos mestrados da Enap. 

1 - Qual é a primeira dica que o sr. daria para quem está pensando em se inscrever?

A primeira dica é conhecer bem os programas dos mestrados. É fundamental se informar sobre as propostas de cada um deles, suas diferentes ênfases, linhas de pesquisa e corpo docente. Além disso, vale muito a pena refletir sobre os desafios profissionais que você enfrenta e quais competências gostaria de desenvolver na sua trajetória profissional para os próximos anos e como o mestrado profissional pode apoiá-lo nesse percurso. Conhecer a si próprio, o momento em que está vivendo e as opções de formação oferecidas pela Enap são o primeiro passo para uma escolha consciente e com maiores chances de sucesso.

2 - Da sua experiência, quais são as principais vantagens trazidas para os alunos, além de um título de mestre? 

Além do título de mestre, o curso propiciará uma atualização em relação à discussão em voga no Brasil e no exterior sobre temáticas relacionadas à gestão governamental e políticas públicas. Participar do ambiente acadêmico é outra vantagem, como forma de ampliar as reflexões para além da rotina de trabalho. Muitos bons trabalhos finais de mestrado surgem de uma reflexão sistemática de problemas de políticas públicas presentes no contexto de atuação profissional. Essa é a riqueza do mestrado profissional. Por fim, as interações entre os professores e colegas de turma são muito ricas e propiciam boas redes de contato para o futuro.  

3 - Quais são as principais dificuldades apresentadas pelos alunos ao longo do curso? E como eles podem superá-las? 

Uma dificuldade recorrente é conciliar o trabalho, os estudos e a vida pessoal. De fato, encontrar um equilíbrio entre essas diferentes dimensões não é uma tarefa simples. Exige muita dedicação e boa organização do tempo. Em muitos casos acontece também de os alunos estarem distantes de reflexões teóricas mais comuns nos círculos acadêmicos. Portanto, a dedicação às leituras e à participação em sala de aula durante as disciplinas é fundamental. O mestrado é como uma corrida de 100 metros: é um tiro rápido, em que cada passo conta para alcançar o resultado final. O lado bom é que se trata de uma corrida sem adversários e em conjunto, com apoio de outros colegas-corredores e dos próprios professores.

4 - Como o aluno pode se preparar bem para ter êxito no processo seletivo, que é bastante concorrido? 

O candidato deve, em primeiro lugar, ler com muito cuidado a bibliografia indicada para o processo seletivo. Fazer fichamentos pode ajudar, na medida que possibilitem a compreensão dos conceitos apresentados pelos autores. Outro elemento decisivo é redigir um bom pré-projeto e memorial, que contenham todos os elementos apontados no edital. Aqui cabe relembrar a ideia de se fazer uma boa autorreflexão prévia de como o mestrado se combina com sua trajetória profissional. Além disso, o poder de síntese é fundamental. Por último, não desista caso não seja aprovado no processo seletivo. Certamente houve um aprendizado útil para se organizar melhor para a seleção do ano seguinte.

5 - Neste ano, as aulas começarão na modalidade online, em função da pandemia. Como o sr. vê essa modalidade para alunos e professores do mestrado? 

Estamos todos aprendendo a lidar com esse novo contexto da pandemia, com os desafios que ela nos traz. Há um benefício de se poder utilizar algumas vantagens das novas tecnologias, como usar metodologias ágeis, adotar técnicas como a sala de aula invertida, levando o aprendizado para além da sala de aula, na tentativa de se complementar o tempo síncrono com atividades assíncronas. Os obstáculos são, principalmente, a acentuação dos desafios de equilibrar as diversas demandas do dia a dia de trabalho, tarefas domésticas e as necessidades de estudo.

6 – Alguma mensagem final para os servidores públicos? 

A sociedade brasileira precisa de bons servidores públicos. Capacitar-se continuamente, atualizar-se sobre as boas práticas internacionais, desenvolver pensamento crítico e pensar em melhores formas de atender às demandas sociais faz parte da jornada do servidor público comprometido. Espero que os candidatos às próximas turmas do mestrado estejam imbuídos desse espírito público.

 

Atualize-se com todas as informações dos mestrados no site da Enap.

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