Iniciativa pioneira da Enap tem 40 alunos de 23 órgãos públicos federais

 

Barcos ao mar!  Começaram as aulas da primeira turma do Coding Bootcamp, curso de programação para não programadores.

“Recebemos e acolhemos esses estudantes com alegria”, explica Rodrigo Torres, diretor de Educação Executiva da Enap.. “Primeiro porque a Enap trabalhou mais de um ano na preparação do curso; e segundo porque esses 40 alunos passaram por um processo seletivo exigente, onde tiveram que demonstrar habilidades e competências para comprovar o perfil e aspectos comportamentais necessários para ingressar no curso”, conta. As aulas começaram dia 10 de agosto.  

A metodologia pedagógica do curso é da  LeWagon. Segundo Mathieu Le Roux, cofundador da empresa no Brasil e na América Latina, o serviço público está impactado pela onda do software. Ele explica que o objetivo é dar aos alunos condições de entender a tecnologia a fundo, prototipar um serviço, interagir com um time técnico eficaz. “O curso está conectado à construção de projetos reais, para qualquer tipo de tema/serviço. Os alunos vão trabalhar temas dos seus setores, com problema e dificuldades que enfrentam no seu cotidiano”, explica. 

Depois de terminarem o curso, os alunos terão acesso vitalício aos conteúdos atualizados da plataforma e podem se conectar com profissionais do mundo todo. Com isso, poderão acompanhar a mudança das linguagens, de design e do conhecimento em tecnologia que muda rapidamente no tempo. Só no Brasil, a plataforma tem mais de 500 alunos formados.

Veja as fotos dos alunos e coordenadores do curso

 bootcamp turma 1

 

 

 

Caixa de ferramentas para ciência de dados e machine learning

Da carga horária total, 40 horas serão dedicadas à ciência de dados e 80 horas para machine learning, com dois professores brasileiros que já trabalhavam com a Enap anteriormente. Alex Pereira, que coordenará a parte de ciência de dados, diz que o conteúdo será orientado para a ciência da computação, estatística e uma área de conhecimento específica, no caso, uma política ou serviço público. “Os alunos terão oportunidade para expandir a complexidade dos problemas que podem resolver”.

Segundo Erick Muzart, responsável pelo machine learning, “ensinaremos como machine learning pode resolver problemas com reconhecimento automático de padrões. Vocês (alunos) serão aplicadores, aprenderão a utilizar a caixa de ferramentas para cenários diversos”. Ou seja, dado determinado problema, quais são as técnicas mais adequadas.

Outro aspecto destacado por Erick Muzart é o da tomada de decisão. “Estamos em uma transição, onde cada vez mais se esperará auditabilidade do processo decisório. Você não pode apenas dizer: eu tenho discricionaridade e a melhor solução é essa. Você terá que explicar como tomou a decisão, com possibilidade de comprovar que optou pela melhor alternativa”. Uma forma de fazer isso é criar um modelo explícito do fenômeno para o qual a pessoa está tomando decisões. Um modelo com base em informações do passado, que permite prever como será o comportamento daquele fenômeno no futuro e que variáveis influenciam mais o resultado.

Processo seletivo teve 432 inscritos

Rodrigo Torres destacou a adesão de inscritos, que comprova a coragem e vontade das pessoas inovarem no âmbito do governo. “Tivemos 432 inscritos para a primeira turma. Desses, 105 finalizaram o desafio Ruby (que é uma das etapas do processo seletivo) e 100 finalizaram o teste de lógica”. Ele agradeceu a todos que participaram do processo.

Boa sorte aos navegantes, agora que o barco começou a navegar. E que soprem bons ventos para que o barco chegue ao destino final!

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