Apresentado no último FronTend, levantamento mostra como a tecnologia e a pandemia mudaram a percepção sobre o mundo do trabalho.

Acelerado pela pandemia, o futuro do trabalho já chegou para gestores, colaboradores e instituições públicas e privadas. O relatório Pulse do índice de tendências da Microsoft, feito com 20 mil trabalhadores, foi apresentado no FronTend da última quinta-feira (17/11) e mostrou os desafios e conflitos que gestores e equipes no Brasil e no mundo devem superar neste cenário. De acordo com o levantamento, 97% dos colaboradores brasileiros se consideram mais produtivos no trabalho remoto em contraponto a 88% dos gestores locais. 

Para o diretor de marketing e operações da Microsoft Brasil, Ricardo Wagner, os números indicam desconexão entre líderes e funcionários, e divergências sobre produtividade. “O trabalho híbrido veio para ficar e trouxe avanços tecnológicos, econômicos e sociais que não voltarão ao que tínhamos pré-pandemia. O futuro do trabalho já está aqui, é o que temos hoje. A questão é que nem todo mundo está tendo a oportunidade de acesso a essa experiência”, ponderou.  

Durante sua apresentação, Wagner ressaltou as mudanças nos benefícios valorizados pelos  trabalhadores ao escolher, ficar ou mudar de emprego. “A pandemia provocou o paradoxo do híbrido. Surgiu uma nova equação no mercado de trabalho, é a equação do “vale a pena”. Vale a pena morar longe do trabalho? Vale a pena morar longe da família? Hoje as pessoas estão valorizando mais o bem-estar e a saúde. Pessoas estão pedindo demissão para fazer essa equação valer a pena.”

E para equalizar as necessidades do mercado e dos trabalhadores, Wagner propõe três medidas. A primeira iniciativa seria conferir mais clareza às metas, eliminar o trabalho desnecessário para alcançá-las e escutar os colaboradores. 

O segundo conselho do palestrante é que as lideranças devem trabalhar com “dados em vez de dogmas” utilizando a telemetria para tomar decisões em relação às equipes. No Brasil, por exemplo, 60% dos trabalhadores e 62% dos líderes relataram que apenas as regras definidas pelos empregadores não são suficientes para motivar a ida ao escritório. É preciso oferecer outras vantagens aos trabalhadores, a exemplo do convívio com os colegas.

E a terceira dica é “recapacitar” para “recontratar” seus funcionários investindo em treinamentos, incentivos e benefícios para reter talentos. Essa recomendação também é baseada nos números que mostraram que 40% dos colaboradores brasileiros acham que o melhor jeito de desenvolver suas habilidades é mudar de emprego, enquanto 68% disseram que ficariam mais tempo se fosse mais fácil trocar de posições internamente e tivessem mais apoio para se desenvolver (76%). 

Já em termos de saúde mental, 38% dos funcionários brasileiros reportaram que estão passando por burnout (síndrome de esgotamento profissional) no trabalho, um número abaixo da média global de 48%. “É preciso estar melhor embasado para as decisões. Adapte a sua cultura para o trabalho híbrido, trabalhe com dados e recontrate os seus colaboradores.” recomendou Ricardo Wagner.  

Quer ver a palestra completa, o estudo e as recomendações? Clique aqui! 

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