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Enap e Kennedy School promovem diálogo internacional sobre tecnologia, regulação e políticas públicas

Enap e Kennedy School promovem diálogo internacional sobre tecnologia, regulação e políticas públicas

Por: Ascom

Publicação: 10/08/2017 | 15:17

Última modificação: 10/08/2017 | 15:51

A Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e a Harvard Kennedy School promoveram, nesta quarta-feira (9) o Diálogo Internacional Tecnologia, Regulação e Políticas Públicas – Desafios para o Século XXI. O evento teve como palestrantes o membro pleno do quadro docente da Harvard Kennedy School, David Eaves; o atual diretor de Política e Comunicação para a América Latina na Uber, Ivo Corrêa; e a ativista, pesquisadora, desenvolvedora, e fellow do Berkman Klein Center da Universidade de Harvard, Yasodara Córdova. A atividade foi moderada pelo diretor de Inovação e Gestão do Conhecimento da Enap, Guilherme Almeida.

Na ocasião, foram discutidas as novas tecnologias de informação e comunicação, as redes sociais e as novas mídias, as plataformas digitais de cocriação e de compartilhamento, a proliferação de dispositivos móveis e de sensores, bem como o barateamento das tecnologias e o aumento na capacidade computacional – e como toda esta capacidade computacional vem aos poucos sendo apropriada também pelo poder público.

Guilherme Almeia ressaltou que, na Enap “tem sido cada vez mais intensamente discutido o papel da inovação na formulação e transformação de políticas públicas”. Ele fez destaque às várias ações que a Escola tem realizado que contribuem para esse objetivo, como o Concurso Inovação, a Semana de Inovação, editais de pesquisa, o laboratório G.NOVA, a promoção de novas metodologias de ensino e aprendizagem, capacitações para altos executivos, parcerias nacionais e internacionais, entre outras.

Em sua exposição, David Eaves falou sobre diversas companhias de tecnologia que, como o Facebook e a Uber, são principalmente digitais, normalmente são intermediárias entre transações ou comunicações, e tem pouca ou até nenhuma infraestrutura no país. “Uma das grandes dificuldades dos governos é que, quando precisam regular algum aspecto dessas companhias, não se sabem de quem ir atrás, e, muitas vezes, não compreendem a tecnologia, as empresas e o contexto em que elas estão. Precisamos de mais governos que sejam capazes de entender esse contexto e a tecnologia, para que saibam se tornar negociadores mais eficientes com as empresas”, explicou.

Ivo Corrêa abordou o tema Pensando a regulação de novas tecnologias, onde falou sobre o paradigma regulatório tradicional (por que regular? como regular?); e sobre Tecnologia x Regulação: uma velha batalha. "A forma como a gente pensa processos regulatórios até hoje tem uma inerente tensão com as inovações. Há uma tentativa de adaptar as inovações às velhas regulações, sendo que, na verdade, as regulações deveriam ser adaptadas com o surgimento das inovações", explicou.

Por fim, Yasodara Córdova frisou que “a sociedade deveria ser inserida dentro dos processos regulatórios, fazendo um loop, onde se libera algo, os usuários reportam erros, você conserta com a sua equipe, faz o teste e libera de novo, em um processo sem fim”. Para ela, “a sociedade dentro desse loop regulatório faz com que o feedback sobre a regulação e sobre o efeito que a regulação tem seja dado de uma maneira muito mais natural".